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Crítica - O abutre (2014)

  • João Luiz Paulielo
  • 26 de jul. de 2019
  • 1 min de leitura

Estreando na época (2014) como diretor, Dan Gilroy conseguiu criar uma peculiar história sobre um psicopata, que é obsessivo por manchetes calorosas e sangrentas. O filme mostra a trajetória de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) que sem pretensão, filma um acidente rodoviário e vende as imagens a uma emissora de TV, descobrindo assim, o quão lucrativo é este meio do jornalismo criminal. Ao longo da trama Bloom se torna cada vez mais sádico e psicótico, chegando a presenciar crimes de perto e não ajudar a vítima, afim de captar imagens.


O roteiro é interessante e explora o melhor do grande ator que é Gyllenhall. O desenvolvimento do personagem, suas mudanças ao decorrer do filme e a criação do suspense em momentos-chave, prendem o público deixando a todos intrigados e curiosos sobre o desfecho da trama.


O elenco de apoio também apresenta um bom trabalho, com destaques para Rene Russo (Nina) que interpreta uma chefe de jornalismo de uma das emissoras e tem momentos de conflito interessantes com o personagem de Gyllenhall, e também para Riz Ahmed (Rick) que atua como ajudante de Louis Bloom na busca incessante por registros de crimes pela cidade de Los Angeles.


É importante ressaltar também como de forma sutil, o filme critica o jornalismo criminal sensacionalista e como as emissoras estão dispostas a tudo por nossa audiência e um bom punhado de dinheiro.


Com roteiro e direção convincentes e uma ótima atuação de Gyllenhall e seus coadjuvantes, O Abutre entrega uma boa história com um final impactante, além de criticar de forma interessante e reflexiva o jornalismo criminal americano e mundial.


NOTA DO CRITICO – 7,8




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