2020: grandes games dão o tom do ano logo de cara
- Gabriel Chilio Jordão
- 22 de dez. de 2019
- 9 min de leitura
Já no 1° semestre do ano, teremos lançamentos que prometem.

Os amantes de games pelo mundo inteiro não vão ter do que reclamar ano que vem. Já nos primeiros seis meses, teremos alguns dos lançamentos mais esperados de todo o ano. Mais do que isso: alguns desses títulos são aguardados há muito tempo, e vai chegar a hora de colocarmos as mãos neles.
Será um ano atípico e marcante. A atual geração, dominada pelo Playstation 4 e Xbox One (que parece que chegaram ontem!), começa a se despedir. Os novos consoles de ambas as gigantes da indústria já foram anunciados e chegam no final de 2020. Em um tom já nostálgico e de despedida, o primeiro semestre servirá como uma despedida para esses dois consoles. E, pelo que parece, será para fechar com chave de ouro.
Dois dos games que falaremos aqui são aguardados antes mesmo da geração em que estamos começar! Assim como na geração passada, quando The Last of Us e GTA V terminaram a jornada de Playstation 3 e Xbox 360 no ápice, será que estamos caminhando para um desfecho parecido? Pessoalmente, acho extremamente difícil qualquer um desses jogos tirar de Red Dead Redemption 2 o título de melhor jogo dessa geração. Além dele, tivemos outras obras primas: God of War, The Witcher 3, Super Mario Odyssey, The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Bloodborne, Horizon: Zero Dawn, Resident Evil 2. E isso foi só para citar alguns.
Sem muitas delongas, vamos lá: esses são os principais games do primeiro semestre de 2020, que prometem render horas de jogatinas e análises. A hora não poderia ser melhor para ser fã de videogames, mas já prepare sua carteira.
Dragon Ball Z: Kakarot (17 de janeiro)

Logo nos primeiros dias do ano, teremos um game que promete bater forte na nostalgia dos fãs de um dos mais famosos e adorados animes de todos os tempos. Depois do sucesso absoluto de vendas e crítica de Dragon Ball FighterZ, a nova aventura de Goku e os Guerreiros Z, novamente produzida pela Bandai Namco, será uma aventura/RPG de mundo aberto que contará toda a história de Dragon Ball Z, desde um jovem Gohan se enfurecendo com Raditz até a maior e mais poderosa Genki Dama de todos os tempos.
Os gameplays prometem uma experiência enorme e de reviver os momentos mais célebres da saga, desde a transformação de Super Saiyajin até Vegeta com a lendária camisa rosa (se Goku e Piccolo tiverem uma missão onde aprendem a dirigir, o prêmio de Jogo do Ano já tem seu favorito). Jogaremos com os principais personagens da franquia, em adaptações praticamente 100% fiéis ao material de origem. Pelo material que vimos, as mecânicas de combate prometem ser tão elétricas quanto os duelos que víamos na TV.
Tenho uma única preocupação com esse game: os gráficos. O estilo em que os personagens foram desenhados não está me agradando muito. Mas vamos ver. A expectativa é alta. Se os trailers e a incrível cutscene de abertura nos dizem alguma coisa, é que esse game está sendo feito por pessoas que amam Dragon Ball e sabem o que ele representa para tantas pessoas. Vamos torcer.
Uma última consideração, e essa é uma crítica real e um absurdo: o jogo não será dublado em português. Temos alguns dos fãs que mais amam Dragon Ball em todo o mundo, e um dos mercados consumidores mais fortes. Todos os dubladores estão por aí e na ativa, vide a dublagem de Dragon Ball Super, finalizada ainda em 2019. Uma enorme pena que a Bandai decida ignorar esse público.
Final Fantasy VII Remake (03 de março)

Digo com certa confiança que se trata do remake mais aguardado da história dos videogames. Há anos especulado, foi mostrado pela primeira vez na distante E3 de 2015. Parecia um sonho: Final Fantasy VII, um dos jogos mais adorados do primeiro Playstation e lançado pela primeira vez em 1997, receberia um remake para a nova geração.
Alguns anos (sim!) se passaram desde aquela E3 e nenhuma novidade aparecia. Muitos começavam a perder as esperanças de que o jogo sairia num futuro próximo. Porém tivemos a confirmação: ele estava quase pronto, e sairia no começo de 2020.
Tudo não poderia estar melhor: os gráficos estão lindos, os personagens evoluíram exatamente como deveriam e, talvez o mais importante de tudo, e algo que será frequente nessa lista justamente por sua importância: o game parece estar sendo feito por pessoas que amam o original, e sabem de sua importância.
Mais do que apenas um remake, a nova versão de Final Fantasy VII promete ser uma experiência completamente nova, tanto para novatos como para os que jogaram e amam até hoje o original. O combate foi completamente repaginado, é mais fluido, tem mais cara de um jogo de aventura e ação. É fã do combate original, super RPG-zão? Sem problemas, você também terá essa opção.
Ao que parece, Final Fantasy VII Remake promete superar até as mais altas expectativas. Até o momento, absolutamente NADA sobre o jogo foi criticado. Está sendo exatamente como deveria ser. Como não ficar empolgado?
20 anos depois, vamos reviver uma das aventuras mais emocionantes e intensas da história dos games, com todo o poder e grandiosidade que a tecnologia de hoje proporciona. Não sei você, mas eu não poderia estar mais empolgado. E eu não era nem nascido em 1997. Imagina pra que jogou o original quando saiu?
É o tipo de experiência que apenas os games podem proporcionar, e é por isso que esse negócio é tão apaixonante.
Resident Evil 3 (03 de abril)

Exatamente um mês após o lançamento do esperado retorno de Cloud e companhia, teremos um outro remake, certamente previsível, mas não menos aguardado por conta disso. 21 anos depois, a história de Jill Valentine e Nemesis está de volta. E, se o remake de Resident Evil 2 serve de algum parâmetro, é que provavelmente tem outra obra-prima a caminho.
Infelizmente, a surpresa foi estragada por um vazamento alguns dias antes do anúncio oficial. Depois do estrondoso sucesso de RE2, era quase inevitável que um remake do terceiro capítulo da adorada franquia de survival horror acontecesse. Rumores apontam que os dois foram produzidos ao mesmo tempo, e é algo que faz muito sentido. Nas poucas imagens e cenas de gameplay que temos até o momento, realmente parece um jogo muito semelhante. Caberá à Capcom mostrar o que consegue fazer de diferente.
Mas, se estamos falando de Resident Evil 3, precisamos falar dele. Um dos vilões mais aterrorizantes da história dos games. Nemesis está de volta. As pouquíssimas imagens que temos até o momento mostram que ele sofreu uma repaginada no visual. Pessoalmente, eu amei. Está muito mais assustador do que o antigo, muito mais bizarro de se olhar. Mr. X foi um dos pontos mais altos de Resident Evil 2, e Nemesis é a evolução natural. Assim como o simpático gigante de chapéu e sobretudo, o vilão de Resident Evil 3 persegue o protagonista (nesse caso, Jill, para muitos a melhor da série), porém com a diferença que ele corre e usa armas (incluindo um lança foguetes). Grande parte do sucesso que a nova versão de Resident Evil 3 quer conquistar passa diretamente por Nemesis.
Vejo motivos para gostar mais de Resident Evil 3 do que de seu antecessor (a protagonista, o mapa, o vilão). Confesso que não sou lá muito fã de games de terror, mas adorei Resident Evil 2. Por isso, minhas expectativas para sua continuação não poderiam estar mais altas. Não espero nada além de sair aterrorizado de Racoon City. Pessoalmente, esse só não é o jogo que estou mais ansioso em 2020 porque existe o game que vou falar a seguir.
Cyberpunk 2077 (16 de abril)

Para mim, abril de 2020 será o mês mais aguardado no mundo dos games em um bom tempo. Além do retorno de Jill e Nemesis, 13 dias depois chega ao mercado o aguardadíssimo Cyberpunk 2077, anunciado pela primeira vez no distante ano de 2013. Sou simplesmente apaixonado pela temática cyberpunk, e pelo que temos disponível do material do game até o momento, as pessoas responsáveis por ele também parecem ser. Cenários e personagens que parecem ter saído diretamente da Los Angeles de 2019 ou da Tóquio de 2029 (bônus para quem entender as referências!).
A produtora polonesa CD Projekt Red conquistou toda a confiança do público após The Witcher 3, seguramente um dos melhores games da geração e um dos melhores RPGs já feitos. Depois de um longo período sem informações desde o anúncio oficial (vão fazer sete anos!), o game voltou com tudo. Trailer incrível atrás de trailer incrível e anúncios que mostram que as pessoas envolvidas sabem exatamente por que o cyberpunk é tão fascinante.
Um elemento pelo qual estou particularmente empolgado é a customização. Muito além de masculino ou feminino (que, como já discutimos aqui no blog, não será bem assim, e isso é ótimo), praticamente tudo que envolve seu protagonista poderá ser escolhido. Desde a aparência até elementos como seu passado, estilo de vida e motivações (!!!), a ideia é que você possa criar exatamente o tipo de protagonista que sempre quis ver em um cenário distópico cyberpunk. E isso é simplesmente incrível.
Os trailers e anúncios mostram que será um jogo enorme, com opções quase infinitas, não só de coisas para fazer, como de formas de fazer essas mesmas coisas. Sem dúvidas o jogo pelo qual estou mais ansioso em 2020. Nem lançou e já o coloco como fortíssimo candidato a jogo do ano. As credenciais estão todas aí.
Falei tudo isso sobre o game, e nem precisei lembrar que Keanu Reeves, queridinho da internet (não por menos!), interpreta um dos personagens principais da história. Quer mais do que isso?
The Last of Us Parte II (29 de maio)

Só não coloquei Cyberpunk 2077 como o favorito a Game do Ano pois o fim de maio trará um jogo que promete abalar as estruturas da indústria. A continuação de um clássico instantâneo, para muitos o melhor jogo já feito, chegou finalmente a hora de continuar a história de The Last of Us.
Prometendo ser mais emocionante e angustiante que o anterior (coisa que eu achava francamente impossível), vamos acompanhar agora a história de Ellie em busca de vingança. Contra quem? Não sabemos ainda. Algumas pistas foram dadas nos poucos trailers que tivemos até o momento, e segundo o que elas sugerem, é bom prepararmos nossos lencinhos.
Inicialmente era para o jogo sair em fevereiro, mas de última hora ele sofreu um adiamento, e agora só chega no fim de maio. Uma pena, mas não há o menor problema. Se Red Dead Redemption 2 nos ensinou alguma coisa, é que adiamentos podem ajudar muito um game. Além disso, a desenvolvedora Naughty Dog mais do que conquistou a confiança dos fãs nos últimos anos. Seja pela parte I de The Last of Us, seja pela franquia Uncharted.
Mesmo com um gameplay alucinante e divertido até demais, o que deixa os fãs mais ansiosos para esse game ainda consegue ser a história. E isso é muito importante. Salienta mais do que nunca a capacidade dos videogames de contarem histórias tão boas e complexas quanto qualquer filme ou livro.
Por uma questão profundamente pessoal, estou com mais vontade de jogar Cyberpunk 2077. Mas, sem medo de errar, digo que The Last of Us Parte II é o jogo mais aguardado de 2020, por tudo que ele representa.
A primeira parte encerrou a geração do Playstation 3 no seu ápice de qualidade. A história está a caminho de se repetir? Felizmente, acredito que sim.
Menção honrosa: Street Fighter V: Champion Edition (14 de fevereiro)

Demorou incríveis quatro anos, mas finalmente Street Fighter V é unanimemente considerado um jogo à altura da lendária franquia da Capcom. Depois do desastroso lançamento em 2016, a produtora japonesa foi aos poucos corrigindo os defeitos. E demorou muito, mais do que deveria, mas conseguiram.
No lançamento da mais nova expansão, Champion Edition, o game contará com 40 lutadores. Um número surreal para quem jogou o jogo desde o início, quando ele tinha míseros 16 personagens disponíveis.
Podemos e devemos criticar a Capcom por muitas coisas durante a vida de Street Fighter V. Porém o que não podemos falar que ela não escutou seus fãs. Todos os personagens mais pedidos estão no game, e as mecânicas de gameplay que incomodavam foram corrigidas. Hoje (até meio assustador dizer isso pela tragédia em que ele se encontrava em 2016) o jogo é completo. Muitos personagens, muitas roupas, muitas habilidades novas, muita criatividade possível na hora de bolar estratégias, muitas arenas. Não poderia deixar de dar os devidos parabéns à Capcom, que transformou um game triste de ver no seu lançamento em um excelente jogo de luta.
É notável e muito bom de se ver a recuperação da Capcom nos últimos anos. Tem conseguido embalar sucesso atrás de sucesso, jogaço atrás de jogaço. Depois de um bom tempo praticamente no abismo, eles estão de volta. Nos últimos dois anos, dois games indicados a jogo do ano (e, na minha opinião, o game que deveria ter vencido em 2019) e ótimos números de vendas. Monster Hunter World, Devil May Cry V, Resident Evil 2. Três dos melhores jogos a terem saído nos dois últimos dois anos. E ainda teremos Resident Evil 3 em 2020.
O único departamento da empresa que demorou a entrar nessa onda de revitalização e sucesso foi justamente o de jogos de luta. Mesmo com o desastroso Marvel vs Capcom Infinite no meio do caminho, Street Fighter V se acertou e é hoje um ótimo jogo. Não poderia estar mais empolgado para o que o futuro (com novos consoles e tudo mais) trará para os amados games de luta da Capcom.







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